Início ENTRETENIMENTO Declamador Alvim Cossa glorifica Nyusi e abandona a arte – “Fiz o...

Declamador Alvim Cossa glorifica Nyusi e abandona a arte – “Fiz o que podia”

COMPARTILHE

“Bayethe, Bayethe” palavra ou grito de ordem que nunca mais será ouvido, da poesia laudatória do artista moçambicano, Alvim Cossa, poeta, autor e timoneiro no Grupo Teatral dos Oprimidos-GTO.

A informação do seu afastamento a arte chega através da sua conta no facebook, 24 horas depois de ter glorificado o Presidente Filipe Jacinto Nyusi, a quando da sua investidura ao segundo mandato, última aparição de 25 anos exaltando a poesia laudatória ou como mesmo prefere, declamador tsonga do “Xithokozelo” (glorificação, tradução livre).

Através da publicação, Khosa revela ter feito o que podia, o tanto que conseguiu resgatar uma prática dos tsongas que entrara em tempos segundo escreve em decadência, não tendo “mais voz nem energias para tamanho exercício”.

Não morre apenas um artista ou arte, morre uma tradição. É o fim do grito “Bayethe, Bayethe” ou Xithokozelo nas cerimónias de grande importância em Moçambique, dessa arte Cossa gritou e glorificou edições do MOZEFO, o Parque Nacional de Gorongosa, como também cerimónias de investidura dos presidentes moçambicanos, do Chissano, Guebuza e ao presidente já aqui supracitado, Nyusi.

O autor despede-se do Xithokozelo mostrando-se aberto para partilhar o que aprendera da arte durante, dando a sua gratidão a todos que o apoiaram como é o caso do Daniel David, Edson Macuácua, Stewart Sukuma, Paulina Chiziane, Mingas, Silva Dunduro e Carlos Gove.

Créditos: JohnSON Pedro

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here