Início TECNOLOGIA Enfim, a OMS aceita cooperar e testar o medicamento proposto pelo Madagascar

Enfim, a OMS aceita cooperar e testar o medicamento proposto pelo Madagascar

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Depois de muito tempo de relações ténues entre o Presidente da Madagáscar Andry Rajoalina e a direção da Organização Mundial da Saúde (OMS), por conta do não reconhecimento científico da suposta cura de Coronavírus, descoberta pelo Malagasy Institute for Applied Research, chegam os primeiros sinais de entendimento.

Depois de uma interação virtual entre as partes esta quarta-feira, 20 de Maio, o Presidente Malgaxe recorreu à sua conta oficial do Twitter para anunciar que assinará uma cláusula de confidencialidade com a OMS sobre a preparação do COVID-Organics, a suposta cura para a pandemia de coronavírus.

“Intercâmbio bem-sucedido com a @DrTedros (Director Geral da OMS), que elogia os esforços de # Madagascar na luta contra a #Covid19. A OMS assinará uma cláusula de confidencialidade sobre a preparação dos #CovidOrganics e apoiará o processo de observação clínica em África.

Os comentários do Presidente Andry Rajoelina vieram alguns dias depois que o chefe da OMS em África ter anunciado que estavamm em curso contactos Madagáscar por causa da COVID-Organics, nome atribuído ao remédio feito com base na planta malgaxe, Artimisia. “Nos oferecemos apoiar o projeto de um estudo para analisar este produto”, disse Matshidiso Moeti.

Em jeito de confirmação, o Director Geral da OMS, também recorreu à sua conta oficial do Twitter. “Boa ligação com @SE_Rajoelina, Presidente de Madagascar, sobre a situação da #COVID19 no seu país. Discutimos como trabalhar juntos na pesquisa e desenvolvimento terapêutico. E concordamos que a solidariedade é fundamental para combater a pandemia e manter o mundo seguro”, escreveu Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Estes passos chegam semanas depois de a OMS ter sido, recorrentemente, acusada de não reconhecer a cura malgaxe da COVID-19 apenas por se tratar de um país  africano, o que levou alguns países a solidarizar-se com Madagáscar e agudizar relações com a OMS, alegadamente por ter interesses obscuros em Africa.

Alguns países adquiriram o remédio de Magasgar sem o consentimento da OMS, e em casos como Tanzânia, o Presidente Magufuli teceu duras críticas sobre donativos vindos do ocidente, depois de testes feitos em seres não humanos acusarem positivo para a COVID-19. Os testes foram feitos com kits de testagem importados. “Eu disse antes que não devemos aceitar que toda ajuda seja boa para esta nação”, disse Magufuli na ocasião, mostrando-se frustrado com o ocidente.

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