Início POLITICA Apoio da Dyck às FDS: Moçambique estende contrato com mercenários

Apoio da Dyck às FDS: Moçambique estende contrato com mercenários

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Com a situação no terreno a mostrar-se ainda bastante difícil, apesar dos relativos sucessos que as Forças de Defesa e Segurança têm estado a conseguir no teatro operacional norte, o Governo moçambicano terá já chegado a acordo com a Dyck Advisory, a empresa militar pertencente ao coronel aposentado do Zimbábue, Lionel Dyck, que
combate terroristas em Cabo Delgado.

Segundo se sabe, a Dyck foi inicialmente contratada para operações que deviam durar três meses, ou seja de Abril a Julho corrente, mas com o apoio dos mercenários a mostrar-se determinante em algumas operações bem-sucedidas, o Governo moçambicano encontrou formas de assegurar que o contrato continue, pelo menos, até final deste ano.

Há, igualmente, a hipótese de o contrato ser
estendido até finais de Março de 2021.
Fontes do sítio de notícias zitamar deram ainda a indicação de que o novo contrato integra, igualmente, uma componente de treino das tropas terrestres para melhor coordenação das acções em terra e ar.

Sabe-se que uma das dificuldades que têm estado a ser observadas pelos mercenários da Dyck é a identificação clara do inimigo em terra, visto que os insurgentes têm usado, muitas vezes, a táctica de se juntar à população, usando-a como escudo. Como resultado, os helicópteros já foram acusadas de bombardear e matar civis quando, na
busca do inimigo, recorre-se à táctica de “terra queimada”.

Nas operações contra os insurgentes em Cabo Delgado, a Dyck já perdeu duas aeronaves, nomeadamente um helicóptero adaptado para combate e um ultraleve de reconhecimento.

De acordo com a zitamar, a eficácia dos helicópteros da DAG no conflito até agora foi prejudicada pela necessidade de retornar a Pemba para reabastecer, que fica ao sul da zona de conflito e a 185 km de Mocímboa da Praia.

Outra opção de reabastecimento, acrescenta, é a base militar de Mueda, a 94 km de Mocímboa da Praia. Mas o aeródromo de Macomia, a meio caminho entre Pemba e Mocímboa da Praia, e a 163 km do local de GNL em Afungi, também está sendo convertido em um campo de aviação para helicópteros de reabastecimento.

O trabalho de conversão começou antes que a vila ser atacada por insurgentes em Maio, disse uma fonte local à Zitamar. Entretanto, se sabe, o envolvimento da Dyck no combate a insurgentes em Cabo Delgado continua a ser legalmente questionada na África do Sul, mas parece ser a opção mais fácil para fugir aos apertos legais, comparando com uma si-
tuação de envolvimento directo de tropas
sul-africanas no teatro operacional norte.

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