Início TECNOLOGIA Cidadão inova na sua bicicleta e gera auto-emprego na cidade de Nampula

Cidadão inova na sua bicicleta e gera auto-emprego na cidade de Nampula

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A falta de emprego na cidade de Nampula, no norte de Moçambique, por sinal um dos pontos mais habitados da província com o mesmo nome, com mais de 743.000 (setecentos e quarenta e três mil) habitantes de acordo com o censo populacional de 2017, constitui um dos principais problemas que apoquenta os moradores desta parcela, na sua maioria da camada jovem, numa altura em que a urbe celebrou os seus 64 anos desde que foi elevada a categoria de cidade, em 1956.

Para minimizar com os impactos do desemprego, tanto do sector público como do privado, alguns jovens vêem-se obrigados a reinventar-se para garantir a sua sobrevivência. Juma Essimela, por exemplo, é um dos citadinos que, por força dos efeitos nefastos do desemprego, inovou a sua bicicleta para exercer o serviço de táxi, para
garantir a renda familiar, desde Junho do ano em curso – Ikweli

A inovação consistiu no acréscimo de uma bagageira enorme, de tal forma que permite transportar um ou dois clientes, em simultâneo, e que confira no passageiro um certo conforto durante a viagem.

De 38 anos de idade residente no bairro mais populoso do país, Namicopo, Juma Essimela, contou exclusivamente ao Ikweli que para construir a bagageira, constituída, na sua maioria por tubos metálicos de perfil quadrado, assim como duas rodas e um acento, recorreu material reciclado, excepto as rodas que usou seus próprios fundos.

Para além do acento que conferem certa comodidade aos passageiros, Juma Essimela montou entre a bagageira e a bicicleta, um sistema de som “para atrair e agradar aos meus clientes, mas ainda não terminou, quero colocar uma sombrinha para confortar os meus clientes”, precisou.

A nossa fonte, contou-nos que desde que começou com aquela actividade, tem tido aceitação no mercado, sobretudo de pessoas jovens que querem matar curiosidades com a sua iniciativa e, como resultado, nos três primeiros meses, considera melhorada a vida das pessoas com quem vive, sobretudo na componente de alimentação.

Aliás, segundo o nosso interlocutor, em média diária consegue 500,00MT (quinhentos meticais) o que lhe confere motivação em continuar com aquela actividade.

“Agradeço a Deus, tenho sido bem recebido com as pessoas da cidade, claro não faltam aquelas pessoas que quando me vê consideram-me de palhaço, a ponto de gritarem para mim, mas regra geral as coisas vão bem do meu lado”, disse Essimela, acrescentando que “os meus preços dependem da distância que o cliente solicitar, mas muitas pessoas são aquelas de curtas
distâncias, que querem provar até que ponto é bom subir na minha bicicleta, dai que há preços de 10, de 20, assim em diante, por exemplo a distância da Total ao mercado do Waresta faço 120,00MT, no mínimo 100,00MT”.

Outra motivação que moveu Juma Essimela a aderir com aquela tecnologia, é o transporte de carga, sobretudo no tempo de colheita, assim como no transporte de água, em quantidade para o seu aviário, e que, segundo disse, com a inovação o esforço humano reduziu significativamente.

Por conta dessa motivação extrínseca, Juma Essimela, disse ser seu desafio actual, aumentar a área da bagageira e montar um sistema mecanizado para substituir o esforço humano.
“O que me vai demorar é a falta de condições se tivesse condições de um motor eu iria colocar um motor e aumentar a bagageira, o que iria me permitir levar mais pessoas duma única vez, mas como não tenho condições, vou continuar assim mesmo”, disse Juma Essimela, para quem “aproveito pedir as pessoas que gostarem esta minha iniciativa para poderem me apoiar, sobretudo para conseguir um motor”.

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