Marinha de Guerra reforça fiscalização no porto de Mocímboa da Praia

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O MINISTRO da Defesa Nacional, Jaime Neto, disse quarta-feira (06) que a Marinha de Guerra reforçou a fiscalização no porto de Mocímboa da Praia, Cabo Delgado, ocupado em Agosto por insurgentes, considerando que, embora existam terroristas no distrito, a infra-estrutura está controlada.

“O porto não continua com o inimigo. Eles andam por lá (no distrito) sim, um e outro, e, se calhar, promovem as suas actividades lá, mas a Marinha de Guerra fortaleceu o seu trabalho de fiscalização”, disse Jaime Neto, em declarações à comunicação social em Morrumbala, província da Zambézia, à margem da cerimónia do lançamento do recenseamento para o serviço militar.

Na noite de 12 de Agostode 2020, os terroristas invadiram o porto de Mocímboa da Praia e os confrontos com as Forças de Defesa e Segurança (FDS) deixaram um número desconhecido de mortos, além de várias infra-estruturas destruídas.

Segundo o ministro da Defesa, na altura, os insurgentes infiltraram-se nas comunidades, comandando ataques contra as forças governamentais de dentro para fora do distrito, o que facilitou a sua permanência no local por “muito tempo”.

“Eles estavam a combater de dentro do distrito para fora e isso, de certo modo, criou condições para que eles pudessem se estabelecer durante muito tempo ali. Nós acreditamos que um e outro (insurgente) continua no distrito e nós estamos a fazer o esforço para o recuperar e colocar todas as instituições a funcionarem”, declarou Jaime Neto, citado pela Lusa.

Nas declarações de quarta-feira, o ministro da defesa reiterou que as motivações destes grupos continuam incertas, mas as FDS desdobram-se em operações para “aniquilar o inimigo”.

“Algumas vezes eles atacam as nossas posições, mas as nossas forças estão em prontidão para responder a qualquer fogo do inimigo. A moral da nossa força é boa e eles estão a fazer tudo para que qualquer parte do nosso território não seja ocupada pelo inimigo”, declarou.

Segundo Neto, os líderes destes grupos são provenientes de várias partes do continente africano e têm recrutados jovens moçambicanos para protagonizar ataques em Cabo Delgado.

A violência armada em Cabo Delgado começou há três anos (com um primeiro ataque em Mocímboa da Praia) e está a provocar uma crise humanitária com mais de duas mil mortes e 560 mil deslocados, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.

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